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Parabéns, você convertou leads em clientes! E agora?


Parabéns, você fez tudo certo, investiu em SEO, Adwords, Links Patrocinados, criou uma página de captura, trabalhou com Inbound Marketing e Marketing de Conteúdo e converteu vários leads.

Eles são clientes e agora?

Agora entenda o perfil de um dos seus clientes, e antes de disparar uma campanha igual para clientes diferentes, crie segmentações para oferecer o produto certo para o cliente certo com a mensagem certa utilizando estratégias de Marketing de Relacionamento e CRM como cross sell, up sell, member get member, Fidelidade, Retenção e Recuperação.

O ideal é criar réguas de relacionamento e automatizá-las utilizando os canais utilizados na interação entre a empresa e seus clientes que pode ser e-mail, sms, push no mobile/aplicativo, display nas redes sociais, presencial, ATM no caso de uma instituição financeira ou um script para apoiar o atendimento receptivo ou ativo das PAs.

O importante é que todos que se relacionam com o cliente, independente do canal, tenham a Visão 360 para serem assertivos e tratarem o cliente de forma personalizada, sabendo com quem estão falando, produtos ou serviços adquiridos, produtos ou serviços que já pesquisaram, reclamações abertas no SAC, Ouvidoria, Reclame Aqui ou redes sociais para que nenhuma área ou colaborador da empresa “fique vendido” nessa interação que sempre pode se converter em uma nova oportunidade de negócio, relacionamento ou fidelização.

Falamos um pouco sobre réguas de relacionamento nesse artigo. Quer entender melhor o que são? Esse é o tema do próximo artigo.

Há algo de indigesto no reino das esfirras


Nas últimas semanas, dois acontecimentos abalaram de maneira significativa alguns dos maiores expoentes da gastronomia no país.

João Victor Souza de Carvalho, 13 anos, morreu em um episódio envolvendo funcionários do Habib’s, em frente à unidade da lanchonete, na Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo. As circunstâncias e causa da morte ainda são nebulosas mas é sabido que houve agressão física por parte dos funcionários a criança, que frequentemente pedia comida e dinheiro na frente do estabelecimento. O Habib’s é, segundo seu site institucional, “a maior rede de fast-food brasileira e maior rede de fast-food árabe do mundo” com um “sistema inovador de franquias, os preços acessíveis e o conceito de alimentos padronizados com qualidade”.

Já os maiores produtores de proteína do mundo, JBS (Friboi, Seara e Swift) e BRF (Sadia e Perdigão), que juntas empregam mais de 300 mil pessoas e exportam para mais de 150 países, estão sendo investigados na operação da Polícia Federal “Carne Fraca”, que revelou irregularidades como pagamentos de propina para a liberação de produtos sem fiscalização em cerca de 40 frigoríficos. Três unidades foram fechadas, outras 21 estão sob suspeita e diversos países embargaram, suspenderam ou simplesmente extinguiram suas importações de carne embutidos, resultando em perdas financeiras catastróficas.

Não vamos entrar no mérito dos fatos. As investigações ainda estão em andamento, novas evidências são descobertas e refutadas a cada momento e os casos tomam proporções novelescas com o desenrolar dos dias, de modo que qualquer análise aprofundada ou conclusiva seria, neste momento, precipitada. Há, porém, que se discutir o posicionamento destas empresas face à crise que enfrentam. Isso porque, independentemente da comprovação de culpa e sua extensão, a sentença midiática já foi dada: a cobertura intensiva, a repercussão nas redes sociais, os “vomitaços”, boicotes e memes decretam seu veredicto condenatório a cada compartilhamento.

Em artigo da década de 60, o precursor das Relações Públicas no Brasil, Cândido Teobaldo, já explicava esse fenômeno: “O ideal do homem inteligente e bem informado, que recorre à crítica e à reflexão para chegar a conclusões racionais a respeito das controvérsias levantadas, não constitui uma realidade em todos os sentidos. A hereditariedade, o meio cultural, a personalidade, a impossibilidade de obter todas as informações, os estereótipos e tantos outros determinantes impedem a formação de uma opinião pública racional e pura e (...) pode, às vezes, provocar o aparecimento de um comportamento, por parte do público, muito semelhante ao de uma multidão ou massa, não surgindo, na realidade, a opinião pública, mas somente um sentimento coletivo”

 A discussão pública exige racionalidade. Argumentos e contra-argumentos devem ser justificados e criticados e, assim sendo, é imperativo que as empresas se posicionem de maneira ágil, objetiva e transparente, expondo suas atividades, razões e perspectiva a todos os interessados e/ou afetados, a fim de esclarecer dúvidas e permitir uma deliberação ampla, coletiva e livre acerca dos acontecimentos.

A JBS prontamente emitiu um comunicado oficial em dez pontos, reafirmando seu compromisso histórico com a qualidade na produção, suas certificações e zelo nas relações comerciais e sua colaboração com as investigações em andamento. Além disso, realiza um trabalho hercúleo em redes sociais, tentando responder individualmente a todas manifestações e críticas recebidas, mantendo coesão na linha de defesa institucional. A BRF, por sua vez, além do comunicado e trabalho individualizado em redes sociais, criou um portal de transparência, onde está disponibilizando atualizações e informações adicionais a respeito das investigações.

Essas práticas, aliadas a uma massiva campanha televisiva e intensivo trabalho de lobby junto a órgãos internacionais, já conseguiu dirimir consideravelmente os impactos na exportação (praticamente todos os embargos foram suspensos) e na credibilidade de parte do público (queda imediata na venda de carne foi bastante reduzida).

A abordagem do Habib’s não seguiu esse caminho. A rede, que funciona como franqueadora, manteve 19 dias de silêncio desde o ocorrido até seu primeiro e único comunicado (suas redes sociais continuam intocadas). Neste, a empresa explica que “mesmo que nos primeiros momentos o silêncio nos prejudicasse, atendemos a esse clamor da forma mais responsável possível” para então isentar a si e ao franqueado de qualquer responsabilidade do ocorrido pois a criança “caiu vítima do mais trágico conjunto de circunstâncias (...) falta de assistência social, falta de educação, falta de alimentação, falta de estrutura familiar e a devastadora exposição às drogas”.

Em quatro páginas, esmiúça o episódio, usa de estatísticas sociais convenientes, divulga procedimentos policiais (B.O.s) anteriores da vítima (em severa infração administrativa ao Estatuto da Criança e do Adolescente), desnuda a privacidade da vítima com laudos e demais tecnicidades médico-legais e atribui seu apedrejamento público à prática da pós-verdade. Ao final, lista alguns projetos e patrocínios a ações de assistência a crianças em situação de risco que promove, como forma de promover um futuro melhor.

Em outras palavras, enquanto FBS e BRF agiram rápida e continuamente, fornecendo informações de interesse, colaborando com as investigações e pautando toda sua defesa no reiterado compromisso de qualidade em toda a cadeia produtiva que os levou a liderança mundial no fornecimento de proteínas animais (foco no próprio negócio e garantia de qualidade no mesmo), o Habib’s optou pelo silêncio desconfortável e pela culpabilização da sociedade pela fatalidade (foco no cenário disfuncional e vitimismo).

Novamente, não estamos aqui para discutir o mérito dos fatos mas sim o posicionamento para formação da opinião pública que, ainda segundo Teobaldo, “não é unânime, nem, tampouco, a opinião da maioria (...) é reflexo do grau, da eficiência, da organização e da verbalização dos grupos ou indivíduos que participam do debate”. Tendo esses critérios em vista, podemos dizer que o posicionamento do Habib's ainda gera aquela queimação de azia...

Esse e outros casos referente a mídia e gastronomia serão explorados no curso Gatronomídia.

 

Texto original em: https://www.linkedin.com/pulse/h%C3%A1-algo-de-indigesto-reino-das-esfirras-leandro-de-almeida-henriques

 

A importância do tráfego orgânico


Lupa de pesquisa de SEO

Se você trabalha com marketing digital há algum tempo já deve ter ouvido dizer que o tráfego pago é melhor que o orgânico, pois gera resultados mais rápidos. Isso é verdade, porém existem alguns "preços" a pagar por isso.

O que é tráfego orgânico?

Antes de esclarecer a minha afirmação acima e de mostrar a importância do tráfego orgânico, precisamos entender o que afinal é tráfego orgânico.

O tráfego orgânico é composto de visitas geradas organicamente (você não precisa pagar para que seu site e posts apareçam para seus possíveis clientes), vindas de plataformas e sites de busca como o Google.

O Tráfego orgânico é classificado como tráfego gratuito, aquele no qual você não precisa investir dinheiro, e essa classificação é errônea. Existe investimento em tráfego orgânico sim, porém são investimentos indiretos como veremos mais adiante.

O tráfego gerado organicamente não é cobrado por CPC (custo por clique) ou CPM (custo por mil impressões) como por exemplo no Adwords ou no Facebook ADS e não importa se você receberá uma visita ou um milhão de visitas orgânicas, nenhuma plataforma ou site de busca lhe cobrará por isso, daí a ideia de que ele é gratuito. Mas por que afinal ele não é gratuito?

Investimentos em tráfego orgânico

Existem diversos investimentos em tráfego orgânico que são ignorados pela maioria das pessoas, os principais são:

  • Custos de produção do conteúdo (salário do redator ou pagamento de freelas);

  • Custos de servidores para manter o conteúdo;

  • Tempo. Tempo é dinheiro e você gastará um bom tempo pesquisando sobre o assunto, montando pautas, atualizando o conteúdo, respondendo comentário…

Obviamente que esses custos diluídos ao longo do tempo e das visitas e resultados que esse conteúdo trará, tornam-se irrisórios quando comparados ao tráfego pago, mas ainda assim precisam ser levados em consideração.

Tráfego pago ou orgânico?

Voltando à afirmação no início desse texto, muitos anunciantes preferem fazer tráfego pago pelos resultados mais rapidamente gerados e sim, isso é verdade.

Uma vez configurada e aprovada uma campanha, os resultados podem começar a ser gerados em minutos e isso é fantástico, principalmente para empresas e profissionais que precisam gerar faturamento, mas existem riscos e incômodos em se depender somente de tráfego pago. vejamos:

  • Gerenciamento constante: Você precisará acompanhar suas campanhas o tempo todo, muitas vezes em tempo real. Seus anúncios precisarão ser renovados frequentemente. Seus custos precisarão ser controlados de perto para manter a lucratividade… e se você não quiser ou não souber fazer isso, terá que contratar alguém ou uma agência para isso;

  • Tráfego limitado: Toda rede de anúncios possui uma limitação de tráfego, um teto que ao ser atingido não há como ultrapassar;

  • Altos custos: As plataformas de anúncios trabalham no sistema de leilão, isso significa que quanto mais anunciantes e quanto mais alto é o bid dos anunciantes existentes, mais caro ficará sua campanha. Em grande parte do tempo é perfeitamente possível gerenciar isso, mas em muitas ocasiões como proximidade de datas festivas (dia das mães, natal, dia das crianças etc), a concorrência aumenta e os custos podem ficar inviáveis.

  • Dependência do investimento: Tráfego pago é um investimento ativo, ou seja, você precisa investir o tempo todo. No momento em que você para de pagar por ele, seu tráfego cessa e seus resultados também.

Já no tráfego orgânico os resultados demoram algumas semanas ou até meses para começar a aparecer, mas uma vez que comece a gerar resultados, esse tráfego passa a ser "gratuito", ou seja, você não precisa pagar ativamente por ele, não tem preocupação com variações de CPC e CPM, não precisa ficar acompanhando em tempo real, e o principal: Enquanto as pessoas estiverem buscado pelo seu conteúdo, você terá tráfego chegando no seu site.

É um tráfego qualificado, "gratuito" e de longo prazo. Podemos chamá-lo de tráfego passivo.

Qual deles escolher?

Chegamos finalmente no título desse artigo. Se você leva o seu tráfego a sério ou é um profissional de marketing digital e quer ser respeitado como tal, jamais escolha apenas um dos lados.

A estrategia correta de geração de tráfego deve incluir tanto o tráfego orgânico quanto o pago. As duas vertentes têm seus prós e seus contras e se complementam, ou seja, se você desenvolver apenas uma delas, seu tráfego será capenga e é grande a chance de você ter problemas sérios em algum momento, principalmente se você investe somente em tráfego pago onde esses riscos são potencializados devido a uma possível falta de caixa para investimento, mudanças nas plataformas, aumentos nos custos etc.

Além disso há um outro fator que não pode ser ignorado que é o fato de grande parte dos consumidores serem impactados pelo tráfego pago e irem aos buscadores em busca de mais informações e se você não está presente no orgânico com conteúdos complementares, a chance de você perder a venda para um concorrentes é grande.

Você gerou a curiosidade, despertou a necessidade, pagou por isso e no fim a conversão ocorreu no site de um concorrente que organicamente respondeu as dúvidas do seu consumidor.

Conclusão

A conclusão é simples: Invista em tráfego pago e orgânico! Eles se complementam e devem estar presentes em uma estrategia profissional e sólida de obtenção de tráfego, mas dê uma atenção especial ao tráfego orgânico afinal ele gerará tráfego de longo prazo e com investimentos mínimos e além disso frequentemente realiza o trabalho de conversão junto ao cliente anteriormente impactado pelo tráfego pago.

Além disso o bom conteúdo orgânico e que gera realmente valor ao usuário, transformará os seus atuais e futuros clientes em fãs, cria conexão, gera confiança, indicações, compartilhamentos e… mais visitas orgânicas!

Você já investe em tráfego orgânico? Tem tido bons resultados? Deixe aqui se comentário e vamos debater o assunto.

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